sábado, 12 de novembro de 2016

Garr-bosh, Arauto da vingança

Historia de personagem

Garr-bosh, arauto da vingança

Vingança



Bom dia,
Boa tarde,
Boa noite,
Agora narrarei a história do orc que mais deu trabalho para esses aventureiros, Garr-bosh, mesmo somente sendo enfrentado pessoalmente uma única vez, ele é quem organiza a maior parte das movimentações de orcs, incluindo trupes e acampamentos. A história dele nunca foi vista por nenhum dos jogadores será postada em primeira mão para quem quiser ler.
−“Vejo que estás ferido meu jovem, mais uma vez falhou em sua missão, qual o nome do garoto?”. Disse uma voz vinda dum canto escuro na caverna.
Garr-bosh não gostava de falhar em suas missões, seu trabalho era simples, recuperava itens ou matava pessoas, de preferencia humanos, sempre foi bem sucedido, suas flechas eram certeiras e mortais. Mas não dessa vez, havia falhado na luta contra os assassinos de seu filho, Grun-karr, e além de ter sido derrotado estava em péssimas condições, se não fosse a  criatura em seu interior estaria morto.
−“Os aventureiros arrancaram a tua língua, ou esta pensando em algo que não quer me dizer?”. –“Não senhor, eles foram mais fortes do que imaginava, derrotaram a mim e a Rakunda, o líder deles é um homem chamado Shura, muito poderoso, mas não páreo para mim, deram sorte, eu também, fugi, agora estou aqui”. Respondeu Garr-bosh, evitando palavras desnecessárias, nem ele nem seu mentor gostavam de perder tempo com diálogos que podiam ser reduzidos.
−“Entendo, Shura não é? Pois bem verme, fostes muito útil até hoje, te prometi um lugar de honra quando conquistasse essas terras, e terás, mas tens que sobreviver, e parar de falhar, não me faça me arrepender de ter-lhe salvo naquele dia”. Respondeu com uma voz soberana causando arrepio até em sua alma, Garr-bosh saiu, tinha outras coisas a fazer, um de seus capangas já havia entregado a cabeça de Rakunda, provavelmente seria útil, até porque ele encontrou utilidade no corpo mutilado de Kazundir.
Derrotado e humilhado, enquanto saia da caverna e adentrava o pântano lembrava-se daquele dia, até ele que só conhecia a morte e o sofrimento já fora feliz, há muito tempo.
Enquanto olhava para cima, procurando algo para focar se lembrou de como vivia com sua família, pai, mãe, um irmão e uma irmã, ele era o caçula, uma vida simples e dura, mas boa, tinham uma pequena fazenda, plantavam, colhiam, ordenhavam, realmente uma vida boa, Até que em um dia tudo mudou.
Enquanto se lembrava daquele dia seu coração enchia-se de fúria, ele pegou o arco e atirou em qualquer coisa que se movesse em seu alcance, matou algumas aves, lagartos, e até um homem lagarto que estava a espreita, matar era uma das poucas coisas que trazia alivio, enquanto segurava firme o arco e as flechas a procura de sua próxima vitima continuou a lembrar, em um dia que parecia ser igual a qualquer outro ele e sua família foi atacado, homens em busca de ouro, ao perceberem que não o tinham ao invés de simplesmente irem embora fizeram o inimaginável.
Ele continuava a disparar com uma fúria bufante, quase chegava a gritar em cada disparo. Mataram seu pai, sua mãe e seu irmão, até a sua pequenina irmã, de apenas 7 anos eles a mataram, um deles, com cavanhaque loiro, enfiou a adaga no pescoço dela, ela se afogou no próprio sangue, ele já aguardava a própria morte, mas eles não o mataram, gargalharam alto, falaram coisas no idioma dos homens, naquele tempo ele ainda não entendia, e depois foram embora.
Assim como naquele tempo, depois de cansar de disparar, ficou imóvel, apenas esperando o tempo passar, ele não se lembrava quanto tempo ficou parado, mas lembrava que saiu de casa quando os corpos dos seus entes queridos  começaram a feder, enterrou seus familiares, e saiu sem rumo, por diversas vezes esteve próximo da morte, mas sempre escapava, ele cresceu, aprendeu a usar o arco, sempre que podia matava um ou dois homens, para rouba-los.
Ele ficou inteligente, e aprendeu a caçar humanos ao invés de animais, aprendeu as rotas que utilizavam, e aprendeu a valorizar o que chamavam de ouro, que foi o motivo da morte de sua família.
Ele guardou o arco, e passou a caminhar pelo pântano sombrio enquanto continuava a se lembrar. Assaltava caravanas, matava grupos de aventureiros iniciantes e assim vivia, não tinha o prazer da alegria, mas estava vivo. Tudo mudou mais uma vez numa noite chuvosa de lua cheia, uma caravana passava por uma estrada secundária, um velho adormecido guiava os cavalos, uma charrete negra era puxada, com uma luz no interior que indicava alguém a ser carregado.
Ele matou primeiro o cocheiro, depois saltou na carruagem, quebrou a porta e invadiu, quando entrou levou um susto, ao perceber que tinha um homem sem medo, na verdade com fúria no olhar, usava uma armadura negra que cobria todo o corpo, apenas sua cabeça ficava de fora, uma luta foi iniciada entre os dois, e foi rapidamente subjugado por aquele homem misterioso que posteriormente se tornaria seu mestre.
Teve um braço torcido, algumas costelas quebradas, dentes arrancados, um corte no olho esquerdo que quase o cegará, mas aquele homem não o matou, mais uma vez foi poupado. Iniciou-se um dialogo e por sorte ele já sabia falar o idioma deles.
Aquele ser se chamava Darth-lethor, ao menos assim dizia, era duma ordem que desejava um mundo construído pela força, pela conquista, por guerras, ele não se importava para nada daquilo que lhe era dito, até que um comentário o fez prestar atenção, Darth-lethor fez menção ao ódio e rancor que ele tinha, e disse que poderia ajuda-lo em sua vingança, uma vingança que poderia saborear eternamente, aquilo sim era algo interessante, claro que aceitou a proposta.
Com um pouco de tempo ele entendeu que aquele guerreiro misterioso era mestre em algumas artes divinas, e usou esse poder, somado ao bom e velho poder do ouro, para descobrir a localização de cada um dos 4 que assassinaram a sua família.
Garr-bosh sorriu insanamente enquanto lembrava dos momentos mais deliciosos depois da mortes de sua família, o primeiro ele castrou primeiro, arrancou seus olhos e somente depois o matou. O segundo desmembrou membro por membro até que quando sua vítima estava próxima da morte pelo sangramento ele a matou espancando-a com socos e pontapés. O terceiro ele foi mais elaborado, conseguiu captura-lo vivo e o jogou num caldeirão de ácido, os gritos de dor daquele homem são a mais bela das melodias. Por ultimo, o homem do cavanhaque loiro, que matara sua irmã, nesse ultimo teve a ajuda do próprio Darth-lethor, que o curava sempre que estava à beira da morte, foram horas de alegria sem tamanha, até que quando se cansou, cortou-lhe a garganta e deixou-o a se afogar, o final digno, agora que sua vingança estava completa podia descansar. Foi o que pensou a principio, mas estava enganado.
Percebeu que mesmo após matar cada um dos 4 assassinos seu ódio não cessava, na verdade aumentava, seu novo mestre e tutor então o explicou que o ódio que sentia não era somente contra aqueles 4 indivíduos inúteis, mas era contra todos os homens e mulheres, Garr-bosh olhou para a palma da mão enquanto lembrava do dia em que se tornava o maior soldado de Darth-lethor, se tornava Garr-bosh o arauto da vingança.

Seguiu fielmente os passos do seu mestre, espalhando a morte e o pavor para aquela raça que odiava, conseguiu alguns lacaios interessantes, algumas conquistas, aceitou até aumentar suas capacidades através dum ritual maligno, se tornou o líder de quase um exercito de orcs e goblinoides, mesmo com todas essas conquistas ainda não era suficiente. Não seria suficiente até que TODOS os humanos estivessem mortos, e não ligaria de ter que matar elfos, anões, halflings, gnomos, outros orcs ou seja lá o que ficasse em seu caminho. 

Bom pessoal, ai esta em primeira mão a história deste personagem que ainda dará muito trabalho... VLWS

See Yaa

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