Historia de personagem
Garr-bosh, arauto da vingança
Vingança
Bom dia,
Boa tarde,
Boa noite,
Agora narrarei a história do
orc que mais deu trabalho para esses aventureiros, Garr-bosh, mesmo somente
sendo enfrentado pessoalmente uma única vez, ele é quem organiza a maior parte
das movimentações de orcs, incluindo trupes e acampamentos. A história dele
nunca foi vista por nenhum dos jogadores será postada em primeira mão para quem
quiser ler.
−“Vejo que estás ferido meu
jovem, mais uma vez falhou em sua missão, qual o nome do garoto?”. Disse uma
voz vinda dum canto escuro na caverna.
Garr-bosh não gostava de falhar
em suas missões, seu trabalho era simples, recuperava itens ou matava pessoas,
de preferencia humanos, sempre foi bem sucedido, suas flechas eram certeiras e
mortais. Mas não dessa vez, havia falhado na luta contra os assassinos de seu
filho, Grun-karr, e além de ter sido derrotado estava em péssimas condições, se
não fosse a criatura em seu interior
estaria morto.
−“Os aventureiros arrancaram a
tua língua, ou esta pensando em algo que não quer me dizer?”. –“Não senhor,
eles foram mais fortes do que imaginava, derrotaram a mim e a Rakunda, o líder deles
é um homem chamado Shura, muito poderoso, mas não páreo para mim, deram sorte,
eu também, fugi, agora estou aqui”. Respondeu Garr-bosh, evitando palavras desnecessárias,
nem ele nem seu mentor gostavam de perder tempo com diálogos que podiam ser
reduzidos.
−“Entendo, Shura não é? Pois
bem verme, fostes muito útil até hoje, te prometi um lugar de honra quando
conquistasse essas terras, e terás, mas tens que sobreviver, e parar de falhar,
não me faça me arrepender de ter-lhe salvo naquele dia”. Respondeu com uma voz
soberana causando arrepio até em sua alma, Garr-bosh saiu, tinha outras coisas
a fazer, um de seus capangas já havia entregado a cabeça de Rakunda,
provavelmente seria útil, até porque ele encontrou utilidade no corpo mutilado
de Kazundir.
Derrotado e humilhado, enquanto
saia da caverna e adentrava o pântano lembrava-se daquele dia, até ele que só conhecia
a morte e o sofrimento já fora feliz, há muito tempo.
Enquanto olhava para cima,
procurando algo para focar se lembrou de como vivia com sua família, pai, mãe,
um irmão e uma irmã, ele era o caçula, uma vida simples e dura, mas boa, tinham
uma pequena fazenda, plantavam, colhiam, ordenhavam, realmente uma vida boa,
Até que em um dia tudo mudou.
Enquanto se lembrava daquele
dia seu coração enchia-se de fúria, ele pegou o arco e atirou em qualquer coisa
que se movesse em seu alcance, matou algumas aves, lagartos, e até um homem
lagarto que estava a espreita, matar era uma das poucas coisas que trazia
alivio, enquanto segurava firme o arco e as flechas a procura de sua próxima
vitima continuou a lembrar, em um dia que parecia ser igual a qualquer outro
ele e sua família foi atacado, homens em busca de ouro, ao perceberem que não o
tinham ao invés de simplesmente irem embora fizeram o inimaginável.
Ele continuava a disparar com
uma fúria bufante, quase chegava a gritar em cada disparo. Mataram seu pai, sua
mãe e seu irmão, até a sua pequenina irmã, de apenas 7 anos eles a mataram, um
deles, com cavanhaque loiro, enfiou a adaga no pescoço dela, ela se afogou no
próprio sangue, ele já aguardava a própria morte, mas eles não o mataram,
gargalharam alto, falaram coisas no idioma dos homens, naquele tempo ele ainda
não entendia, e depois foram embora.
Assim como naquele tempo,
depois de cansar de disparar, ficou imóvel, apenas esperando o tempo passar,
ele não se lembrava quanto tempo ficou parado, mas lembrava que saiu de casa
quando os corpos dos seus entes queridos começaram a feder, enterrou seus familiares, e
saiu sem rumo, por diversas vezes esteve próximo da morte, mas sempre escapava,
ele cresceu, aprendeu a usar o arco, sempre que podia matava um ou dois homens,
para rouba-los.
Ele ficou inteligente, e
aprendeu a caçar humanos ao invés de animais, aprendeu as rotas que utilizavam,
e aprendeu a valorizar o que chamavam de ouro, que foi o motivo da morte de sua
família.
Ele guardou o arco, e passou a
caminhar pelo pântano sombrio enquanto continuava a se lembrar. Assaltava caravanas,
matava grupos de aventureiros iniciantes e assim vivia, não tinha o prazer da
alegria, mas estava vivo. Tudo mudou mais uma vez numa noite chuvosa de lua
cheia, uma caravana passava por uma estrada secundária, um velho adormecido
guiava os cavalos, uma charrete negra era puxada, com uma luz no interior que
indicava alguém a ser carregado.
Ele matou primeiro o cocheiro,
depois saltou na carruagem, quebrou a porta e invadiu, quando entrou levou um
susto, ao perceber que tinha um homem sem medo, na verdade com fúria no olhar,
usava uma armadura negra que cobria todo o corpo, apenas sua cabeça ficava de
fora, uma luta foi iniciada entre os dois, e foi rapidamente subjugado por
aquele homem misterioso que posteriormente se tornaria seu mestre.
Teve um braço torcido, algumas costelas
quebradas, dentes arrancados, um corte no olho esquerdo que quase o cegará, mas
aquele homem não o matou, mais uma vez foi poupado. Iniciou-se um dialogo e por
sorte ele já sabia falar o idioma deles.
Aquele ser se chamava
Darth-lethor, ao menos assim dizia, era duma ordem que desejava um mundo construído
pela força, pela conquista, por guerras, ele não se importava para nada daquilo
que lhe era dito, até que um comentário o fez prestar atenção, Darth-lethor fez
menção ao ódio e rancor que ele tinha, e disse que poderia ajuda-lo em sua
vingança, uma vingança que poderia saborear eternamente, aquilo sim era algo
interessante, claro que aceitou a proposta.
Com um pouco de tempo ele
entendeu que aquele guerreiro misterioso era mestre em algumas artes divinas, e
usou esse poder, somado ao bom e velho poder do ouro, para descobrir a
localização de cada um dos 4 que assassinaram a sua família.
Garr-bosh sorriu insanamente
enquanto lembrava dos momentos mais deliciosos depois da mortes de sua família,
o primeiro ele castrou primeiro, arrancou seus olhos e somente depois o matou.
O segundo desmembrou membro por membro até que quando sua vítima estava próxima
da morte pelo sangramento ele a matou espancando-a com socos e pontapés. O
terceiro ele foi mais elaborado, conseguiu captura-lo vivo e o jogou num
caldeirão de ácido, os gritos de dor daquele homem são a mais bela das
melodias. Por ultimo, o homem do cavanhaque loiro, que matara sua irmã, nesse
ultimo teve a ajuda do próprio Darth-lethor, que o curava sempre que estava à
beira da morte, foram horas de alegria sem tamanha, até que quando se cansou,
cortou-lhe a garganta e deixou-o a se afogar, o final digno, agora que sua
vingança estava completa podia descansar. Foi o que pensou a principio, mas
estava enganado.
Percebeu que mesmo após matar
cada um dos 4 assassinos seu ódio não cessava, na verdade aumentava, seu novo
mestre e tutor então o explicou que o ódio que sentia não era somente contra
aqueles 4 indivíduos inúteis, mas era contra todos os homens e mulheres,
Garr-bosh olhou para a palma da mão enquanto lembrava do dia em que se tornava
o maior soldado de Darth-lethor, se tornava Garr-bosh o arauto da vingança.
Seguiu fielmente os passos do
seu mestre, espalhando a morte e o pavor para aquela raça que odiava, conseguiu
alguns lacaios interessantes, algumas conquistas, aceitou até aumentar suas
capacidades através dum ritual maligno, se tornou o líder de quase um exercito
de orcs e goblinoides, mesmo com todas essas conquistas ainda não era
suficiente. Não seria suficiente até que TODOS os humanos estivessem mortos, e
não ligaria de ter que matar elfos, anões, halflings, gnomos, outros orcs ou
seja lá o que ficasse em seu caminho.
Bom pessoal, ai esta em primeira mão a história deste personagem que ainda dará muito trabalho... VLWS
See Yaa
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