História de personagem
Trevo, O homem javali
Não mais fugir
Acho que esse post não sairá atrasado,
acho..., narrarei agora à história dum antigo inimigo e atual aliado, um grande
parceiro de Shura, espero que gostem.
−Outro pesadelo, eles tinham parado
desde que... Desde que comecei a seguir este novo caminho, digo, desde quando
comecei a procurar meu verdadeiro caminho, meu lugar em Mazezom.
Trevo começa a pensar em como foi que
chegou naquele lugar, deitado em campo aberto, enquanto observada as estrelas
ele se lembrou da vida que havia fugido, a muito tempo, ele realmente não sábia
quanto tempo fazia, ele corria ao lado do seu velho, em sua tribo seu pai era
rei, ele liderava todos por um caminho de glória e fartura.
Mesmo sendo muito jovem Trevo lembra-se
de lutar lado a lado com seu velho e seu clã contra feras enormes e temíveis,
para cada luta uma nova vitória, realmente seu pai fazia a diferença.
−“Sinto falta de ti pai, seus conselhos
sempre foram bons, pena que não me lembro de nenhum útil agora, deveria ter
ouvido você melhor... Por que você foi morrer seu idiota?”
Com um sentimento amargo ele começou a
se lembrar de algo que tentava esquecer desde que fugira, ele amaldiçoava esse
dia com todas suas forças, mas infelizmente não podia mudar o passado.
Um dia Trevo e seu pai, Vendaval,
decidiram caçar sozinhos, testar suas habilidades, grande erro, enquanto
corriam na floresta na forma de javali farejando a procura de uma presa
acabaram encontrando algo maior que podiam abocanhar, uma fera terrível e gigante
os atacou, Vendaval lutou ferozmente, e quando percebeu que não tinha chances
de vitória nem de fuga ordenou que Trevo, seu legado, fugisse, ele não queria
fugir, mas não podia se negar ao ultimo desejo de seu pai, ele fugiu, e como
isso doía em seu coração.
−“Quase consigo ver você pai, aí nas
estrelas, sou mesmo um idiota, toda minha vida é uma mentira, um fuga sem fim”.
Enquanto resmungava lembrava daqueles
duros dias, todos o culparam pela morte do velho, ele tentou lidera-los com
bravura como seu pai fez, mas não conseguiu, ele tentou com todas as forças a guiarem-nos
pelo caminho de fartura como seu pai o fizera, mas não conseguiu, no fim a única
alternativa que encontrou foi a fuga, abandonou sua tribo, correu por dias sem
parar, fugiu para tão longe que pegou um barco, foi para uma terra diferente,
de costumes diferentes, não tinha uma mente ligada nas grandes coisas do mundo.
No final das contas nem sabia como regressar, nem de onde era, somente seguia
em frente, sem saber aonde iria parar.
Nessa nova terra tentou esquecer o
passado, passou a ficar na forma hominídea, procurou se estilizar usando calças
jeans, jaqueta de couro e algo que pendurava no nariz e cobria os olhos que
chamavam de “óculos”. Viveu entre os ditos homens civilizados e tentou
entende-los, como podiam ser tão felizes com uma vida tão monótona, e então
entendeu, a luta por poder continuava, mas agora era diferente, o poder não
vinha através de grandes feitos, e de combates épicos, não necessariamente,
dinheiro era poder, com ele você poderia conquistar qualquer coisa, e foi por
isso que decidiu lutar.
−“Como fui tolo, dinheiro, realmente
achei que essa fosse à resposta para tudo, realmente um tolo”.
A única coisa que Trevo sabia fazer era
lutar, e isto ele fazia muito bem, passou a desafiar guerreiro por ouro,
naqueles vilarejos não tinha ninguém que poderia vence-lo, derrotava todos os
guerreiros, arqueiros, bárbaros, não importava, ele e seu machado eram o
suficiente, ele conseguiu algum ouro e decidiu que queria mais, passou a
saquear aventureiros e comerciantes, com o tempo passou a ser temido, tanto
pelo seu poderio marcial, como pelas conquistas que seu dinheiro trazia.
−“Perdão pai, agora me lembro de algo
que você me disse”. Disse Trevo com lagrimas nos olhos. –“Lembro de uma vez que
você disse que a única conquista que importa é aquela que vem de dentro, do seu
próprio coração, sua sabedoria ainda me surpreende pai...”
Continuou a remoer as lembranças,
lagrimas escorriam de seu rosto, arrependimento, saudades, vergonha, todos
sentimentos que rondavam sua mente, lembrou de cada caravana que atacou, cada
inocente que roubou ou matou, até que um dia fez a pior escolha de sua vida,
desafiou um orc, com um olhar temível, tinha certeza que iria vencer facilmente,
mas perdeu, foi derrotado, e humilhado pelo orc, lá no fundo ele ficou feliz,
era isso que queria, morrer, e dar um fim a sua vida miserável, mas não isso
que o orc fez, ao invés estendeu a mão e deu uma chance de realmente provar seu
poder. Claro que ele aceitou.
Trevo agora fazia parte dum grupo, mais
uma vez estava num clã, e não tinha o fardo de liderar, apenas precisava
derrotar o que aparecia pelo caminho, algo fácil de fazer, ainda por cima
ganharia ouro para isso, estava no paraíso, Trevo repetiu esta mentira para si
tantas vezes até que começou a acreditar, estava vivendo em um sonho, ou um
pesadelo.
−“Lutas vazias, glórias desonrosas, eu
realmente fui o maior de todos os tolos”.
Ao menos nesse caminho de trevas
encontrou um grande amigo, um dia entrou num combate louco, enfrentou um
gigante branco, uma luta incrível, ele não se lembrava o motivo da luta, e nem
o resultado, depois beberam e por algum motivo ele começou a segui-lo, com
frases sem sentido como se fosse uma espécie de herói, realmente era divertido
andar com aquele gigante ao seu lado.
−“Até nos piores momentos da
vida podemos tirar coisas boas, dois grande amigos, Zangief e Shura”. Falava
baixo sabendo que não tinha ninguém para ouvi-lo.
As lembranças continuavam em
sua mente, alguns combates seguiram, até que enfrentou um grupo que com o tempo
o iria fazer enxergar a luz.
No segundo embate que teve com
Shura e seus companheiros, fora derrotado, mas desta vez ele não queria morrer,
estava com medo, queria viver, aquela fora a melhor batalha de sua vida, e
queria mais, queria ter esse sentimento mais vezes, todos os dias se fosse possível,
mas estava diante da morte, e realmente ele merecia isso, na selva era matar ou
morrer.
“Lembro-me de largar minha arma
e esperar a morte, mas algo surpreendente aconteceu, misericórdia...”.
Trevo estava cercado, ataques
de todos os lados, até um de seus inimigos, um guerreiro totalmente blindado,
armadura completa, escudo de torre, a poucos instantes esse mesmo guerreiro se
fazia de escudo contra seus ataques, e agora se fazia de escudo para ele, nada
fazia sentido, mas uma coisa era certa, ele não iria desperdiçar essa chance.
Então o Homem-javali mais uma vez fugiu, em sua montaria, Pumba, fugiu o máximo
que pode, chegou a ser perseguido, mas não conseguiram detê-lo, ele estava vivo,
mas não sabia o que fazer.
−“Não sei o que seria de mim se
você não tivesse aparecido, se não tivéssemos aquela conversa, e aquele combate”.
Disse com um sorriso no rosto.
Flashback
Trevo estava ferido, cansado, e
não sabia o que fazer, até que ele apareceu, um dos guerreiros que combateu, realmente
era cômico e irônico a posição daquele guerreiro, que até ontem desafiava a sua
vida, o guerreiro loiro de aspecto quase divino estava encurralado por lobos, Trevo
analisou e atacou os lobos sem saber se o que fazia era o certo, afugentou os
lobos, e depois encarou o garoto loiro.
−“Ei você, o que pretende fazer
agora, ltar?”. Perguntou Shura a Trevo.
−“Se eu quisesse você morto
deixaria para os lobos, não tenho uma razão pelo que lutar”.
−“Poderia me livrar daquelas
feras facilmente, mas enfim suas habilidades em combate são quase tão boas
quanto as minhas, tanta força deve vir de uma boa razão de lutar, não acredito
que você apenas cortava coisas”. Retrucou ao homem-javali.
−“Na verdade sim, apenas fecho
os olhos e derroto o que estiver em meu caminho, nunca tive uma verdadeira
razão, que seja, já cansei disso, estou cansado de tudo, acho que estou perdido”.
Trevo deu as costas e começou a
caminhas, Shura o seguiu e continuou a conversar.
−“És um tolo, te dou agora uma
chance de se redimir, sei como é prazeroso um bom combate, mas só vale a pena
se for por uma boa causa, um motivo justo. Você pode continuar a lutar Trevo,
pode travar batalhas ainda mais memoráveis, mas lute por algo que valha a pena!
O que acha?”. Disse Shura com um tom enfático e com varias gesticulações.
Aquelas palavras tocaram um
coração a muito tempo adormecido, poucas vezes ele bateu com emoção, uma batida
na luta contra Zangief, outra batida no ultimo combate onde teve sua vida
poupada, e agora estava batendo mais forte que nunca, chegava a faltar ar, mas
mesmo assim ainda não fazia sentido em sua mente, era complicado de mais para
entender, o que era esse real motivo. Sem saber o que fazer agiu da forma mais
sensata que sabia, gritando.
−“O que é essa verdadeira razão
de lutar, você faz parecer ser simples, é ouro, é glória, já tentei lutar por
isto e não deu certo”. Gritou enfaticamente com fúria e algumas lagrimas nos
olhos.
−“És o maior de todos os tolos,
Trevo, lutar pelo que realmente vale a pena não é algo que pode ser expresso em
palavras, é algo que você simplesmente sente que esta fazendo o certo, que
sente que pode dar a vida por isto sem se arrepender”. Gritou Shura em resposta
aos gritos do seu antigo inimigo.
−“Se vai tentar me ensinar algo
ao menos faça direito, eu não consigo entender, o que devo fazer ?! Responda
idiota, nem sei teu nome”
−“Ousas esquecer o nome do teu
algoz, Shura é o nome, não esqueça, e te dou uma segunda chance, dedique sua vida a algo que realmente vale a pena, ajudar
os outros, proteger quem não pode se proteger, parece claro o suficiente agora
sua besta estupida”. Disse com um sorriso nos lábios.
−“HAHAHAHA, não sabia que
cavalheiros pomposos como você sabiam ofender, o que acha de decidir isso como
homens, num combate?”.
−“Pode vir, estou pronto para
você, mostrarei que o maior sentimento humano é o amor. VENHA!”. Gritou o mais
alto que pode o herói que tentava redimir seu antigo inimigo.
E quando os dois se preparavam
para algo, seja lá o que fosse esse algo, algo surgiu do lago do seu flanco, um
ser feminino e pequeno, vindo do centro do lago, parecia uma criança feita de
agua, ajoelhada e chorando, surgiu numa explosão de agua, assucatando os dois
debatedores e pondo-os em posição de combate, “Amor você diz? Sentimento mais
poderoso? Não me venha com mentiras humano tolo, o sentimento mais poderoso é a
tristeza, o único que nos fortalece é a solidão, o que nos dá mais força é o
desespero. Não minta para mim”. Shura gritava de volta contradizendo-a e
falando de como o amor pode mudar o mundo, mas era ignorado, era como se ela
não pudesse ouvi-lo.
Antes que percebessem criaturas
humanoides de cerca de 3 metros surgiu da beira do lago e começou a marchar na direção
deles, duas criaturas. Trevou olhou para Shura e sorriu, “Algo que vale a pena
lutar, me mostre o que isso significa Shura”.
Os dois entraram num combate
avassalador, as criaturas lutavam com força e astúcia, enquanto Shura
enfrentava o seu par Trevo fora agarrado, e arrastado para a agua, seu inimigo
tentou fazer o mesmo, mas ele escapou, por pouco, continuou a atacar a
monstruosidade feita de agua com suas espadas até que ela se desfez numa poça d’água,
sem pensar duas vezes ele correu e saltou no lago, lutou em baixo d’água contra
o monstro para salvar seu antigo inimigo e quase se afogava fazendo isso, ao
sair da agua carregando Trevo levou um ataque nas costas dum tentáculo feito de
agua e caiu no chão, ao lado do seu novo parceiro de combate.
−“Viu só, o que pode fazer seu
amor, sua razão de lutar é fraca, agora vocês vão sentir o que senti, uma morte
prematura e injusta, e assim entenderão o quão tolo foram, o amor não serve de
nada, MORRAM!”. Disse a entidade aquática enquanto preparava ataques com tentáculos
de agua, que surgiam de todos os lugares no lago.
Shura estava sem forças para se
levantar, balbuciava enquanto tentava recuperar o folego, mas não conseguiu,
porem alguém ali tinha algo a dizer, e não ficaria parado, Trevo se levantou,
enquanto falava “Você veio aqui, tentou me mostrar algo e agora não consegue
nem se levantar, HÁ! Patético, mas acho que entendo que você quis dizer, lutar
para proteger os outros, amor, talvez você esteja certo, irei te proteger, com
meu corpo, mas você tem que se levantar, entendeu ? VOCÊ TEM QUE SE LEVANTAR
SHURA!”.
Trevo ficou entre o lago e seu
redentor caído, vários chicotes d’água o atacaram, mas ele não ligava para a
dor, não ligava para os ferimentos, tudo que tinha que fazer era resistir, e
ver se as palavras daquele homem realmente podiam resgata-lo das trevas em que
esteve por tanto tempo.
Após instantes que pareceram
uma eternidade Shura se levantou, quase sem forças mas se levantou. “Parece que
aprendeu algo seu cabeça oca”. Trevo sorriu e perguntou “Confia em mim?”. Shura
com um olhar de duvida negou e Trevo gritou, “ÓTIMO!”. Ele correu em direção ao
inimigo em comum dos dois, e assim Shura o fez, por mais que os chicotes
atacassem-nos eles não paravam, na beirada do lago Trevo parou e usou o antebraço
esquerdo como escudo e estendeu a mão direita para Shura, que a segurou com
força, Então ele o arremessou sem direção ao centro do lago com toda sua força,
“MOSTRE PARA ELA, O QUE MOSTROU PARA MIM, SHURAAAA!!!”. Mesmo sendo arremessado
achava graça naquela situação, a um dia atrás eram inimigos mortais, agora
estão arriscando a vida um pelo outro, aquilo tinha que significar algo. Ele
caiu ainda afastado da garota que estava no centro, nadou com todas as forças
até chegar nela, tentáculos seguraram-no pelos pés, mas ele se prendeu a ela
com as mãos, focou nos olhos dela e disse:
−“Garota, as vezes
ficamos perdidos, caminhamos em círculos, as vezes somos tolos de acreditar que
estamos fazendo o certo quando obviamente não estamos, nesses momentos nada
melhor que um soco para nos fazer despertar, ABRA SEUS OLHOS PARA A REALIDADE,
EU SHURA TE TIRO DESSA PRISÃO DE SOLIDÃO!!!”. E com um soco na cara da entidade
fez todos os tentáculos se desfazerem em água. –“Eu prometo te libertar daqui
garota, não sei que eventos aprisionaram sua alma aqui, mas eu o grande Shura
prometo, em nome do amor que me faz vencer todas as batalhas, prometo que irei
te libertar, acredita em mim?”. Com os olhos encantados como o de uma criança
que acaba de conhecer seu ídolo ela diz sim... ... ... ...
Acampamento militar
−“Aquela foi uma grande batalha
não é mesmo Shura, HÁ! Depois dessa ainda enfrentamos a cidadela de orcs,
realmente achei que fosse morrer para aquele gigante orc, o pior é que sinto
que ainda tem muita coisa a ser feito, isso de lutar pelo certo não é trabalho
fácil não é mesmo meu amigo Shura. Agora estou aqui neste acampamento, indo
investigar movimentações de Darth-lethor, Zangief parece um monstro roncando,
mas é bom tê-lo por perto, sua falta de preocupação é reconfortante, espero que
estejas bem meu amigo, espero que possamos lutar lado a lado novamente. Por algo
que realmente valha a pena...”. Disse com um grande sorriso no rosto, olhos
vermelhos e algumas lagrimas, mas não lagrimas de tristeza, lagrimas de
felicidade.
_____________________________________________________________________________
Opa!!!
Essa deu trabalho, não ficou tão bom quanto gostaria, mas escrever nas pressas
da nisso, porém não creio que tenha perdido muita qualidade. Enfim, aqui vai
mais uma historia de personagem, espero que gostem, logo abaixo a sua ficha:
Trevo, O homem
javali
Humano, metamorfo, Bárbaro 2º
nível
PV: 63 (lembrando que é maximizado),
+ 10 enquanto em fúria, +15 na forma de javali
CA: 16 (+2 natural, +2 armadura, +2
Des), -2 em fúria, +6 natural enquanto na forma de javali
Ataque Base/Agarrar: +4/+7
Ataque: CaC: machado grande (+1) +9 (1d12+5;
dec. x3)
Ataque total: Idem
*Na forma hibrida
Ataque: CaC: Machado grande (+1) +10
(1d12+9; dec. x3)
Ataque total: CaC: Machado grande (+1) +10
(1d12+9; dec. x3) e Chifres +3 (1d8+2)
Espaço/Alcance: 1,5m
Qualidades especiais: Alterar forma, empatia com
javalis, ferocidade, visão na penumbra, faro, fúria 1/d, Redução de dano
10/prata (somente na forma hibrida ou de javali)
Testes de resistência: Fort +8, Ref +6, Von +4
Habilidades: For 16, Des 15, Com 14, Int 8, Sab
13, Car 9
Perícias: Adestrar animais +5, Intimidar
+3, Observar +5, Ouvir +9, Sobrevivência +4
Talentos: Ataque poderoso, Encontrão
aprimorado, prontidão*, vitalidade aprimorado, vontade de ferro*
ND: 6
Tesouro: Machado Grande +1; 300PO, couro
batido,
Em fúria recebe: +4 em força e constituição, -2
na CA e +2 nos testes de vontade.
Na forma hibrida ou de javali
recebe: +4 for,
+6 com, e o tamanho fica grande.

Nenhum comentário:
Postar um comentário