sábado, 20 de janeiro de 2018

Bom dia,
Boa tarde,
Boa noite,


Faz muito tempo desde a última postagem, havia parado de narrar e consequentemente de escrever no blog, mas por intervenção do destino vou a narrar e a empolgação para escrever voltou, corrigi alguns erros em postagens antigas, tentarei trazer com frequência postagens, além de minha campanha e mundo trarei também informações duma campanha que estou jogando. Vamos as considerações.
Dado o tempo que não jogamos fez-se necessário uma reconfiguração das fichas, dei uma pontuação elevada, 36 comprando, Shura (PJ=Helio Jr.), Azog (PJ=Luan), Klaussius (PJ=Elias) e Temerus (PJ=tarcisio). Um novo recomeço, na verdade uma continuação muito tempo depois.
Farei um resumo da primeira aventura sob a ótica de Shura, isso servirá para ambientar os leitores à situação atual, após o resumo postarei como um conto os ocorridos até o presente momento, logo para que haja maior celeridade omitirei informações menos importantes, por enquanto é isto, boa leitura.


Pensamentos profundos

Faziam dois anos desde que deixei de ser um garoto para me tornar um homem, mas me lembro como ontem, quando exclamei na frente de todos que a justiça e a determinação habitavam meu coração, e que eram tão forte tais sentimentos que não sobrara espaço para outros, parece como ontem quando olhei diretamente nos olhos amendoados de jeanne e me encantei, não somente por sua beleza, mas pela postura e energia que emanava.
Eu e meu irmão Bresker nos tornamos pupilos dela, jeanne d’ark, uma campeã de Heironeus, a mais jovem entre os mestres, e talvez a mais bela de todo o condado, rosto com traços finos, uma pele macia e clara, cabelos castanho-alaranjados, curtos como devem ser o de um guerreiro, mas sua aparência delicada acaba ai, um corpo relativamente esguio, se comparado ao de um homem, porém musculoso, de postura firme, mão calejadas, cicatrizes nos braços e nas mãos, nenhum no rosto,  ela tinha o físico de um guerreiro de alto porte. O treinamento foi árduo, durante 4 longos anos, eu e Bresker, aprendemos o valor do trabalho, esforço, disciplina, autoridade, hierarquia, justiça, coragem e benevolência, todos aspectos importantíssimos para a formação de um campeão.
Meus outros irmãos tiveram mestres diferentes, Ivon Dragon, meu irmão de olhos reptilianos, pele avermelhada e cabelo vermelho tão intensos quanto labaredas, foi treinado por Fannon, o mais velho mestre, mestre das armas, e general do exército do condado, era o homem mais próximo ao conde Willian mountgomery de la pouce, e todos os outros mestres te deviam respeito, alguns até o chamava de mestre dos mestres. Azorgue meu outro irmão de pele reptiliana, lembro que meu pai disse que sua raça se chamava githzerai, pareciam sser um hibrido de humano e lagarto que viviam no deserto de Kanta, ele sempre foi o mais abobado, apesar de ser mais velho, ele foi treinado por outro de sua raça, o mestre Mitzo-hein, mestre monge e mestre mensageiro, dizem que seus pés são mais rápidos que o de qualquer cavalo. Scisor era um elfo, calado e misterioso, sempre foi de poucas palavras, foi treinado por Meechan, nosso tio o mestre do arco, e mestre batedor. Tempeiro, um nome muito estranho, pior ainda para um orc de mais de dois metros de altura, ele foi treinado por outro orc, Tcharlie, um orc mais enobrecido que os demais, Tcharlie é o mestre da caçado, e é conhecido por sua ferocidade em combate.
Após quatro anos de treinamento recebemos nossos títulos de nobreza, eu e Breskar de infante, Ivon de guerreiro, Azorgue de monge, Scisor de batedor e Tempeiro de caçador. Pouco tempo após nos tordado homens já ganhamos a dádiva de mostrar nossa lealdade ao conde Willian e ao condado em si, recebemos uma  missão simples, pelo menos parecia simples, nas redondezas do condado batedores haviam percebido uma movimentação muito grande de orcs e goblinoides, e Kulgan com suas magias de adivinhação percebeu que algo grande estava para acontecer, e o ponto central era num mausoléu abandonado bastante distante, uma movimentação grande, como uma milícia, chamaria bastante atenção, e em um momento crucial como esse ter um mestre distante do condado por mais de um mês era muito arriscado. Recebemos a missão de ir até o mausoléu e investigar, apenas isso, levar o máximo de informações possíveis.
Partimos no dia seguinte ao recebimento da missão, nos despedimos dos nossos respectivos mestres, assim como de nosso pai, Dorg, o sol mal havia nascido e já galopávamos em busca do desconhecido, com coragem.
A noite na estrada era complicada, dormir no chão, insetos, comida fria ou muito mal preparada, além de inimigos eventuais que encontramos, monstros, feras, goblins orcs etc. Foi uma jornada memorável, conhecemos várias pessoas, Brisa uma ninfa bastante exótica seu amigo fada Rockstar e sua mãe Ventania, assim como um celestial de mão flamejantes e um ent druida que  se intitulou apenas de senhor árvore, conhecemos alguns aliados que hoje vos chamo de irmãos, Klaussius, um licantropo tigre feroz e poderoso,  temeros, um humano meio-vampiro combatente com técnicas únicas, tão destemido quanto era idiota e Arthas, um humano paladino de cabelos longos e loiros, especializado na defesa, armadura completa e escudo de corpo, sua coragem se equipara a minha. Também conhecemos adversários formidáveis Trevo, um licantropo tigre de resistência e força impressionantes, Zangief, uma montanha de músculos de dois metros e vinte, um guerreiro que luta com as próprias mãos e de técnica de apresamento, derrotamos Gravox, filho de Garbosh, que se tornaria nosso nêmeses, nos caçando e quase nos matando, também encontramos Rakunda, uma troll falastrona de poderes monstruosos, kazundir, um kobold feiticeiro de grande poder, assim como dezenas de orcs, goblins, kobolds e até diabos.
Nossa jornada foi grande e árdua, mas tivemos conquistas, além de aliados irmãos que conquistamos, derrotamos Trevo e matamos Kazundir, Zangief havia percebido que o q fazia era errado, e Trevo num embate de palavras e de socos consegui salvar sua mente das trevas e fúria constante que possuíra, esses dois acabaram se tornando aliados também. Mais numeroso que nossas conquistas foram nossas perdas, Scisor morreu num embate contra o próprio irmão Ivon, breskar sobreviveu à quase morte diversas vezes, mas no fim não resistiu, pereceu, uma morte gloriosa e mesmo depois de morto deu um último suspiro lutando mesmo que sem vida, e nos abandonando em pé, com sua postura de guerreiro. Azorgue também morreu em um embate, mas espíritos misteriosos o deram uma segunda chance, e uma segunda vez morreu lutando lado a lado conosco contra hordas de orcs enfurecidos de armadura e lanças na mão. Klaussios e Azorgue morreram no mesmo embate, formos capiturados por orcs que nos queriam fazer de escravos, conseguimos fugir, mas eles não conseguiram.
Quase me esqueci, o mais pitoresco que conhecemos foi Xellos, um ser de aparência humana, cabelo liso, curto formando uma cuia ao redor de sua cabeça, de cor azulada, olhos puxados que escondem sua íris, corpo esguio, cajado de madeira e roupas simples, sua aparência simples esconde sua verdadeira essência, não sei sua origem, mas seu que capacidade vai muito além do que sequer posso imaginar, ele com extrema facilidade nos salvou do exército de orcs nos teleportando para longe dali, mas tudo tem um preço, fiquei lhe devendo um favor, tenho a impressão que ainda irei me arrepender disso.
Por fim, após diversos combates, sermos mantidos em cativeiro, após conquistas e perdas, suor e sangue conseguimos regressar, mas o que trazíamos não era acalentador, muito pelo contrario, era perturbador, com nossa investigação percebemos que não era um simples mausoléu, mas sim um templo maligno de culto ao demônio Orcus. Com as informações adicionais o grande mago adivinho Kulgan pode fazer mais previsões, somados ao seu vasto conhecimento ele entendeu o que estava ocorrendo, algo do passado estava prestes a se repetir, como uma fênix que buscava vingança de seus algozes.
Há vinte anos houve uma grande guerra, cinco condes tiveram seus clamores negados pelo protetorado, e seriam varridos por um exército de criaturas da noite, goblinoides, orcs, gnolls, ogros, trolls, gigantes, drows, duergars etc. Willian, Bearaxus, Minoritus, Demostenes e Bahubali se viram sozinho em frente à esses inimigos, esses cinco condes se aliaram contra o fim iminente, a guerra durou meses, eles acabaram recebendo ajuda de vilarejos, lugarejos, condados menores, povos da floresta e até de reinos e principados que viram sua economia atingida pela guerra. E no fim, com essa confluência de pessoas de diferentes nacionalidades e visões de mundo saiu vitoriosa, expulsando os poucos sobreviventes paras seus covis, para sempre, ao menos era o esperado.
Quase esqueci, além de toda essa confusão com as criaturas da noite, na festa de vinte anos da vitória tivemos um envolvimento com criaturas sombrias, durante os festejos percebemos movimentações estranhas de criaturas, no fim percebemos que estavam em busca de nossa irmã Marrie, não sei o motivo, e creio que orcus não tenha ligação com isso, nem havíamos recebido a missão ainda, há mistérios ainda não resolvidos. Quando regressamos de nossa missão tivemos outra experiência com demônios infernais, eles sequestraram Marrie, e recebemos uma ajuda de um ser bastante inusitado, seu urso de pelúcia, Teddy, um urso deveras sinistro, pelugem preta, olhos arregalados, um sorriso deprimente de dentes serrilhados, não sei explicar ao certo, aquela feição felpuda me da calafrios. Teddy se mostrou um exímio arcanista, não sei exatamente se era um mago, ou feiticeiro ou outra coisa, não entendo de magias arcanas, mas percebi que ele tinha certa capacidade de destruição, conseguimos resgata-la e mais um mistério se mostrou diante nós, quem diabos é Teddy?
Tivemos um ano de folga, com trabalhos corriqueiros, tivemos nossa patente elevada, um funeral honroso para os que faleceram, condecorações e honrarias em geral. Foi um ano de paz, mas acho que nasci para o campo de batalha, pode parecer estranho mas fiquei feliz ao saber que tinha outra “grande missão”, que somente poderia se dada “aos grandes destemidos” que concluíram a última missão, ainda me lembro das lágrimas do meu pai, ele me fez prometer que voltaria com vida, eu respondi sim, que voltaria, mas não sei se conseguirei manter minha palavra, isso aperta meu peito todas as noites.
Nossa nova missão era bastante parecida com a primeira, tínhamos que ir até um templo escondido de Orcus, provavelmente seu templo principal, o problema é que esse templo fica muito mais distante, numa ilha, teríamos que ir ao reino _______, pegar um navio e ir até ele, levaria em média um ano e meio, mas provavelmente teremos atrasos, logo calcúlo dois anos, ganhamos dois aliados Amarante um elfo ranger, e Chico um pequenino gnomo, uma criatura pitoresca de apenas quarenta centímetros, com poderes divinos de cura, se mostrou um grande e devoto aliado.

Até o momento tivemos poucos embates, alguns ursos-coruja, alguns ogros, batimentos orcs e goblins com wargs. Passamos pelo vilarejo de chico, tenho que dizer, é uma visão engraçada um pequeno vilarejo de pequenas criaturas de corpo ágio e veloz, mas de coração bom e simples. Partimos com um pouco de queijo e leite de cabra, uma delicia, e agora estamos acampando, mais um dia nesse chão de terra, estava com saudades disso, mas espero que um dia eu possa orar em meu quarto, deitar na minha cama, e toda essa situação caótica ser apenas uma lembrança do passado, que não haja mais necessidade de tanto sofrimento e tanto derramamento de sangue, ainda sonho com a paz.

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