Boa tarde,
Boa noite,
Faz
muito tempo desde a última postagem, havia parado de narrar e consequentemente
de escrever no blog, mas por intervenção do destino vou a narrar e a empolgação
para escrever voltou, corrigi alguns erros em postagens antigas, tentarei trazer
com frequência postagens, além de minha campanha e mundo trarei também
informações duma campanha que estou jogando. Vamos as considerações.
Dado
o tempo que não jogamos fez-se necessário uma reconfiguração das fichas, dei
uma pontuação elevada, 36 comprando, Shura (PJ=Helio Jr.), Azog (PJ=Luan), Klaussius
(PJ=Elias) e Temerus (PJ=tarcisio). Um novo recomeço, na verdade uma
continuação muito tempo depois.
Farei
um resumo da primeira aventura sob a ótica de Shura, isso servirá para
ambientar os leitores à situação atual, após o resumo postarei como um conto os
ocorridos até o presente momento, logo para que haja maior celeridade omitirei
informações menos importantes, por enquanto é isto, boa leitura.
Pensamentos profundos
“Faziam dois anos desde que deixei de ser um garoto para me tornar um
homem, mas me lembro como ontem, quando exclamei na frente de todos que a
justiça e a determinação habitavam meu coração, e que eram tão forte tais
sentimentos que não sobrara espaço para outros, parece como ontem quando olhei
diretamente nos olhos amendoados de jeanne e me encantei, não somente por sua
beleza, mas pela postura e energia que emanava.
Eu
e meu irmão Bresker nos tornamos pupilos dela, jeanne d’ark, uma campeã de
Heironeus, a mais jovem entre os mestres, e talvez a mais bela de todo o
condado, rosto com traços finos, uma pele macia e clara, cabelos
castanho-alaranjados, curtos como devem ser o de um guerreiro, mas sua
aparência delicada acaba ai, um corpo relativamente esguio, se comparado ao de
um homem, porém musculoso, de postura firme, mão calejadas, cicatrizes nos
braços e nas mãos, nenhum no rosto, ela
tinha o físico de um guerreiro de alto porte. O treinamento foi árduo, durante
4 longos anos, eu e Bresker, aprendemos o valor do trabalho, esforço,
disciplina, autoridade, hierarquia, justiça, coragem e benevolência, todos
aspectos importantíssimos para a formação de um campeão.
Meus
outros irmãos tiveram mestres diferentes, Ivon Dragon, meu irmão de olhos
reptilianos, pele avermelhada e cabelo vermelho tão intensos quanto labaredas,
foi treinado por Fannon, o mais velho mestre, mestre das armas, e general do
exército do condado, era o homem mais próximo ao conde Willian mountgomery de
la pouce, e todos os outros mestres te deviam respeito, alguns até o chamava de
mestre dos mestres. Azorgue meu outro irmão de pele reptiliana, lembro que meu
pai disse que sua raça se chamava githzerai, pareciam sser um hibrido de humano
e lagarto que viviam no deserto de Kanta, ele sempre foi o mais abobado, apesar
de ser mais velho, ele foi treinado por outro de sua raça, o mestre Mitzo-hein,
mestre monge e mestre mensageiro, dizem que seus pés são mais rápidos que o de
qualquer cavalo. Scisor era um elfo, calado e misterioso, sempre foi de poucas
palavras, foi treinado por Meechan, nosso tio o mestre do arco, e mestre
batedor. Tempeiro, um nome muito estranho, pior ainda para um orc de mais de
dois metros de altura, ele foi treinado por outro orc, Tcharlie, um orc mais
enobrecido que os demais, Tcharlie é o mestre da caçado, e é conhecido por sua
ferocidade em combate.
Após
quatro anos de treinamento recebemos nossos títulos de nobreza, eu e Breskar de
infante, Ivon de guerreiro, Azorgue de monge, Scisor de batedor e Tempeiro de
caçador. Pouco tempo após nos tordado homens já ganhamos a dádiva de mostrar
nossa lealdade ao conde Willian e ao condado em si, recebemos uma missão simples, pelo menos parecia simples,
nas redondezas do condado batedores haviam percebido uma movimentação muito
grande de orcs e goblinoides, e Kulgan com suas magias de adivinhação percebeu
que algo grande estava para acontecer, e o ponto central era num mausoléu
abandonado bastante distante, uma movimentação grande, como uma milícia,
chamaria bastante atenção, e em um momento crucial como esse ter um mestre
distante do condado por mais de um mês era muito arriscado. Recebemos a missão
de ir até o mausoléu e investigar, apenas isso, levar o máximo de informações
possíveis.
Partimos
no dia seguinte ao recebimento da missão, nos despedimos dos nossos respectivos
mestres, assim como de nosso pai, Dorg, o sol mal havia nascido e já
galopávamos em busca do desconhecido, com coragem.
A
noite na estrada era complicada, dormir no chão, insetos, comida fria ou muito
mal preparada, além de inimigos eventuais que encontramos, monstros, feras,
goblins orcs etc. Foi uma jornada memorável, conhecemos várias pessoas, Brisa
uma ninfa bastante exótica seu amigo fada Rockstar e sua mãe Ventania, assim
como um celestial de mão flamejantes e um ent druida que se intitulou apenas de senhor árvore,
conhecemos alguns aliados que hoje vos chamo de irmãos, Klaussius, um
licantropo tigre feroz e poderoso,
temeros, um humano meio-vampiro combatente com técnicas únicas, tão
destemido quanto era idiota e Arthas, um humano paladino de cabelos longos e
loiros, especializado na defesa, armadura completa e escudo de corpo, sua
coragem se equipara a minha. Também conhecemos adversários formidáveis Trevo,
um licantropo tigre de resistência e força impressionantes, Zangief, uma
montanha de músculos de dois metros e vinte, um guerreiro que luta com as
próprias mãos e de técnica de apresamento, derrotamos Gravox, filho de Garbosh,
que se tornaria nosso nêmeses, nos caçando e quase nos matando, também
encontramos Rakunda, uma troll falastrona de poderes monstruosos, kazundir, um
kobold feiticeiro de grande poder, assim como dezenas de orcs, goblins, kobolds
e até diabos.
Nossa
jornada foi grande e árdua, mas tivemos conquistas, além de aliados irmãos que
conquistamos, derrotamos Trevo e matamos Kazundir, Zangief havia percebido que
o q fazia era errado, e Trevo num embate de palavras e de socos consegui salvar
sua mente das trevas e fúria constante que possuíra, esses dois acabaram se
tornando aliados também. Mais numeroso que nossas conquistas foram nossas
perdas, Scisor morreu num embate contra o próprio irmão Ivon, breskar
sobreviveu à quase morte diversas vezes, mas no fim não resistiu, pereceu, uma
morte gloriosa e mesmo depois de morto deu um último suspiro lutando mesmo que
sem vida, e nos abandonando em pé, com sua postura de guerreiro. Azorgue também
morreu em um embate, mas espíritos misteriosos o deram uma segunda chance, e
uma segunda vez morreu lutando lado a lado conosco contra hordas de orcs
enfurecidos de armadura e lanças na mão. Klaussios e Azorgue morreram no mesmo
embate, formos capiturados por orcs que nos queriam fazer de escravos,
conseguimos fugir, mas eles não conseguiram.
Quase
me esqueci, o mais pitoresco que conhecemos foi Xellos, um ser de aparência
humana, cabelo liso, curto formando uma cuia ao redor de sua cabeça, de cor
azulada, olhos puxados que escondem sua íris, corpo esguio, cajado de madeira e
roupas simples, sua aparência simples esconde sua verdadeira essência, não sei
sua origem, mas seu que capacidade vai muito além do que sequer posso imaginar,
ele com extrema facilidade nos salvou do exército de orcs nos teleportando para
longe dali, mas tudo tem um preço, fiquei lhe devendo um favor, tenho a
impressão que ainda irei me arrepender disso.
Por
fim, após diversos combates, sermos mantidos em cativeiro, após conquistas e
perdas, suor e sangue conseguimos regressar, mas o que trazíamos não era
acalentador, muito pelo contrario, era perturbador, com nossa investigação
percebemos que não era um simples mausoléu, mas sim um templo maligno de culto
ao demônio Orcus. Com as informações adicionais o grande mago adivinho Kulgan
pode fazer mais previsões, somados ao seu vasto conhecimento ele entendeu o que
estava ocorrendo, algo do passado estava prestes a se repetir, como uma fênix
que buscava vingança de seus algozes.
Há
vinte anos houve uma grande guerra, cinco condes tiveram seus clamores negados
pelo protetorado, e seriam varridos por um exército de criaturas da noite,
goblinoides, orcs, gnolls, ogros, trolls, gigantes, drows, duergars etc.
Willian, Bearaxus, Minoritus, Demostenes e Bahubali se viram sozinho em frente
à esses inimigos, esses cinco condes se aliaram contra o fim iminente, a guerra
durou meses, eles acabaram recebendo ajuda de vilarejos, lugarejos, condados
menores, povos da floresta e até de reinos e principados que viram sua economia
atingida pela guerra. E no fim, com essa confluência de pessoas de diferentes
nacionalidades e visões de mundo saiu vitoriosa, expulsando os poucos
sobreviventes paras seus covis, para sempre, ao menos era o esperado.
Quase
esqueci, além de toda essa confusão com as criaturas da noite, na festa de
vinte anos da vitória tivemos um envolvimento com criaturas sombrias, durante
os festejos percebemos movimentações estranhas de criaturas, no fim percebemos
que estavam em busca de nossa irmã Marrie, não sei o motivo, e creio que orcus
não tenha ligação com isso, nem havíamos recebido a missão ainda, há mistérios
ainda não resolvidos. Quando regressamos de nossa missão tivemos outra
experiência com demônios infernais, eles sequestraram Marrie, e recebemos uma
ajuda de um ser bastante inusitado, seu urso de pelúcia, Teddy, um urso deveras
sinistro, pelugem preta, olhos arregalados, um sorriso deprimente de dentes
serrilhados, não sei explicar ao certo, aquela feição felpuda me da calafrios.
Teddy se mostrou um exímio arcanista, não sei exatamente se era um mago, ou
feiticeiro ou outra coisa, não entendo de magias arcanas, mas percebi que ele
tinha certa capacidade de destruição, conseguimos resgata-la e mais um mistério
se mostrou diante nós, quem diabos é Teddy?
Tivemos
um ano de folga, com trabalhos corriqueiros, tivemos nossa patente elevada, um
funeral honroso para os que faleceram, condecorações e honrarias em geral. Foi
um ano de paz, mas acho que nasci para o campo de batalha, pode parecer
estranho mas fiquei feliz ao saber que tinha outra “grande missão”, que somente
poderia se dada “aos grandes destemidos” que concluíram a última missão, ainda
me lembro das lágrimas do meu pai, ele me fez prometer que voltaria com vida,
eu respondi sim, que voltaria, mas não sei se conseguirei manter minha palavra,
isso aperta meu peito todas as noites.
Nossa
nova missão era bastante parecida com a primeira, tínhamos que ir até um templo
escondido de Orcus, provavelmente seu templo principal, o problema é que esse
templo fica muito mais distante, numa ilha, teríamos que ir ao reino _______,
pegar um navio e ir até ele, levaria em média um ano e meio, mas provavelmente
teremos atrasos, logo calcúlo dois anos, ganhamos dois aliados Amarante um elfo
ranger, e Chico um pequenino gnomo, uma criatura pitoresca de apenas quarenta
centímetros, com poderes divinos de cura, se mostrou um grande e devoto aliado.
Até
o momento tivemos poucos embates, alguns ursos-coruja, alguns ogros, batimentos
orcs e goblins com wargs. Passamos pelo vilarejo de chico, tenho que dizer, é
uma visão engraçada um pequeno vilarejo de pequenas criaturas de corpo ágio e
veloz, mas de coração bom e simples. Partimos com um pouco de queijo e leite de
cabra, uma delicia, e agora estamos acampando, mais um dia nesse chão de terra,
estava com saudades disso, mas espero que um dia eu possa orar em meu quarto,
deitar na minha cama, e toda essa situação caótica ser apenas uma lembrança do
passado, que não haja mais necessidade de tanto sofrimento e tanto derramamento
de sangue, ainda sonho com a paz.”
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